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PREPARAR UMA VOLTA AO MUNDO !
Imagine estar fora de casa durante meses, e reflicta sobre todos os aspectos que estando fora não poderá tratar. Descubra a maneira de os antever e ultrapassar.
Depois imagine a multitude de locais, geografias, climas, culturas e desafios que o esperam. Pense em todos os problemas que podem aparecer e como os poderá resolver e minimizar. Investigue as soluções possíveis, equipamentos disponíveis, a forma como outros se prepararam.
Pegue em todas as soluções e veja quais são practicáveis e que não comprometem o prazer da sua grande viagem. Depois ponha tudo em practica com a certeza que é bem possível que não lhe sirva de nada, seja porque não aconteceram os seus receios, seja porque o que aconteceu supera toda a a imaginação!
Os seus maiores aliados são o bom senso e o bom humor.
BAGAGEM
É fundamental levar pouco. O Imprevisto e a mobilidade exigem pouca carga. Temos por isso de racionalizar todas as necessidades e identificar o verdadeiramente imprescindível: não haverá espaço para muito mais.
Uma viagem alargada no tempo e abrangendo vários continentes, culturas e climas, torna esta preparação ainda mais exigente.
SAÚDE
São várias as vacinas necessárias (febre amarela, hepatites, tétano) e há vários medicamentos fundamentais a ter na mochila: antibióticos de largo espectro para as infecções, anti-inflamatórios potentes e ligeiros para febres, dores ou traumatismos, medicação preventiva para a malária. Soro fisiológico, betadine, pensos e uma ligadura.
Fundamental também medicação para o estômago e para as dores de barriga (algumas infecções gastrointestinais podem ser verdadeiramente graves), anti-alérgicos , pomada para as picadas de insecto e para as queimaduras solares.
Não esquecer umas pastilhas para purificar água, rede mosquiteira e repelente, protector solar, preservativos ( o amor acontece e a qualidade, tamanho e segurança deste item varia de país para país ).
Por precaução costumo guardar as receitas e as literaturas junto com os medicamentos para evitar problemas nas fronteiras.
Por último, tenho sempre à mão uma embalagem de aspirinas, milagrosas para ressacas, jet-lag, dores de cabeça em hotéis barulhentos, mal de altitude e dores musculares ligeiras. Também são excelentes quando devemos tomar qualquer coisa e não sabemos o quê.
VESTUÁRIO
Botas de caminheiro confortáveis, calças caqui, Impermeável, Polar, T-shirts baratas, Calções, vários boxers e meias de algodão + 1 par de meias de lã, fato de banho, chinelos, chapéu.
Não lhe faz mal juntar ainda umas calças e camisa de qualidade para estar a altura de algum momento mais importante (ex: resolver um problema com um visto numa embaixada ou participar numa cerimónia familiar ou religiosa local).
Procuro levar a roupa branca e em tons claros, para poder ser lavada toda junta. Em climas mais específicos e se for pertinente, equaciono comprar a roupa ou equipamento pontualmente necessário que depois vendo ou ofereço.
No vestuário é fundamental ter em consideração a cultura dos países a visitar. Não por receio mas por inteligência. Os nossos anfitriões em geral têm bom senso, mas se ignorarmos as tradições locais isso não deixa de ser interpretado como desrespeito, anulando não a cordialidade mas qualquer possibilidade de interacção mais real. Respeitar os costumes aumenta consideravelmente a hospitalidade.
EQUIPAMENTOS
Mapa-mundo e bússola. Guia de Viagem, Caderno, lápis com afia e borracha, caneta, mini-agrafador. Cartões com os contactos pessoais. Fotografias da família, dos Amigos e de Alcochete.
Cinto para guardar dinheiro e documentos à cintura, 1 Cadeado grande e um pequeno, fotocópias de todos os documentos, cartões de duas contas bancárias distintas, telemóvel com alarme e rooming mundial e caderno com números de telefone importantes. Adaptadores universais para as fichas eléctricas, Lanterna.
Saco-Cama, Capa impermeável para a mochila, canivete e estojo de toilette com escova dos dentes e embalagens pequenas. Fio de Nylon, 2 molas da roupa, saco para a roupa suja. Copo de plástico.
Máquina Fotográfica e de Vídeo: vale a pena investir na qualidade. Há sempre o risco de sermos roubados, mas nenhum equipamento foi feito para durar para sempre e algumas das imagens e experiências nunca mais se repetem na nossa vida. Os Equipamentos melhores e mais recentes costumam ser também mais leves e menos volumosos o que é muito vantajoso.
Por último, não esquecer o corta-unhas.
DINHEIRO & DOCUMENTOS
Não ponha os ovos todos no mesmo cesto. Opte por utilizar duas contas bancárias: 2 Cartões multibanco, 2 cartões de crédito bem como algum dinheiro em Travellers-Check. Não guarde tudo no mesmo sítio
Nem sempre há ATM´s e os horários dos Bancos podem ser inesperados. Leve alguma quantia em notas de 5 a 50 Euros mas sempre alguns Dólares em notas de 1 (podem fazer milagres… ).
Em relação aos Documentos, lembre-se que o seu passaporte vale ouro. Leve também o BI e uma Carta de Condução Internacional.
Se lhe roubarem os documentos diriga-se à embaixada portuguesa mais próxima. No site do Ministério dos Negócios Estrangeiros pode consultar os contactos de todas as embaixadas portuguesas.
Perguntas, Ideias, Críticas, Comentários e Sugestões são bem vindos por email ou mesmo SMS :
(+) 351 91 282 42 24
BILHETES
Mantenha a flexibilidade da sua viagem.
Aqueles bilhetes que comprar em Lisboa, devem ser fotocopiados e guarde as cópias separadamente. Não marque logo tudo, pois há muitas companhias aéreas baratas na ásia e na américa do sul e deve permitir a si próprio liberdade para ir fazendo o seu percurso ao sabor da vontade, dos acontecimentos, das pessoas que for conhecendo.
De todas as companhias aéreas, a minha favorita continua a ser a TAP. È a única em todo o Mundo em que quando se viaja em primeira nos dão a provar pastelinhos de bacalhau.
Além disso, quando escolher para acompanhar as refeições um tinto, perguntam-lhe se prefere Alentejo ou Douro! Como sempre gostei de beber uns copos quando estou lá em cima..., acho brilhante este requinte. Quanto ao pessoal de bordo, tirando sofrerem todos de um acentuado sotaque de cascais... tanto os comissários como as hospedeiras são como os tais pastelinhos de bacalhau: uma delícia.

SEGURANÇA
Tal com a Saúde, é fundamental prevenir-se para evitar estragar a sua viagem.
Fotocopie todos os documentos e cartões bancários. Guarde uma cópia separadamente consigo, deixe outra com um amigo em Portugal. (pelo sim pelo não, escolha um amigo com net em casa e ofereça-lhe antes de ir uma multifunções com scanner e fax...).
Separe o dinheiro e os cartões. Nunca mostre grandes quantias: tenha sempre cash em notas pequenas.
Pendure um amuleto na mochila, e relembre o Pai Nosso e a Ave Maria que lhe ensinaram na catequese.
Nunca, mas nunca, dê a entender em áreas mal frequentadas que não faz a mínima ideia onde está. Ponha um ar de quem sabe exactamente tudo e caminhe seguramente, sempre a direito até aparecer um hotel ou restaurante onde entrar e pedir um café. Sente-se, dê uma festinha ao amuleto que pendurou na mochila, abra o guia de viagem e tente perceber onde está. Se mesmo assim não chegar a nenhuma conclusão, se não falar um corno do dialecto local, aponte para balcão e peça outro café.
Quando for roubado, lembre-se sempre que de facto nada nos pertence...(leia o Sidharta do Herman Hesse). Se isso não funcionar, diga palavrões em português à vontade que ninguém vai perceber (nem os polícias).
Divirta-se: o mais importante é chegar a casa quase inteirinho e apto a fazer novas e mais viagens.
MANTER-SE CONTACTÁVEL
Esta é a parte mais fácil. Os telemóveis têm rooming mundial e há rede em TODA a parte. Há milhões e milhões de Cyber cafés no mundo por onde contactar a família, lêr o Expresso e o Jornal de Alcochete.
O segredo aqui é o inverso: não se mantenha demasiado contactável. Desligue-se de Portugal para poder absorver os países que vai conhecer.
RESPONSABILIDADE
Quando viajamos somos, quer queiramos quer não, embaixadores do nosso país, do nosso povo e cultura. Não custa nada assumir essa responsabilidade aproveitanto a sua viagem para construir um mundo melhor.
Aprenda, para poder respeitar. Cumpra e experimente os costumes locais. Não julgue nem opine: voçê não sabe nada. Lembre-se que de facto nós só sabemos aquilo que os media nos contam, e se isso chega-se, não estariamos a viajar.
Também já assisti a turistas quase "forçarem" os locais a discutirem temas polémicos. Deixe as pessoas falarem dos assuntos menos fáceis a seu tempo: respeite o medo e as emoções de quem o acolheu.
Quando escolher artesanato, hoteis e serviços, escolha os pertencentes a empreendedores locais e não os das grandes empresas internacionais: assim o seu dinheiro vai verdadeiramente ajudar as pessoas e a economia dos locais que está a conhecer.
Não paternalize: há muita gente no mundo que sendo pobre pelo nossos critérios ocidentais, é bem mais feliz e completa que muitos de nós. Conte os sorrisos no metro de Londres, compare-os com os de uma favela no Rio de Janeiro, e pense no resultado.
Por último, não polua, não ostente e não dê esmolas.
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